Pode não ter praias, bom tempo, boa comida, boa hospitalidade, etc mas se há coisa que este país ainda tem para nos oferecer é HISTÓRIA. Disso mesmo é exemplo este último fim-de-semana.
Aproveitando a deslocação até Yeovil (Somerset) por motivos laborais resolvi desmistificar as terras que um dia foram denominadas de Avalon, uma das, senão a mais importante, lendárias localizações conotadas com Rei Artur e seus camaradas. Há muitos séculos atrás, Avalon era uma ilha, mas entretanto as águas secaram, e hoje em dia as mesmas terras dão lugar à cidade de Glastonbury famosa pela excentricidade dos seus habitantes e claro pelo festival com o mesmo nome que é dos mais famigerados do mundo (http://en.wikipedia.org/wiki/Glastonbury_Festival). Hoje, o símbolo da cidade é o Glastonbury Tor, no cimo do monte, outrora uma ilha, local onde em teoria foram descobertos originalmente os túmulos de Artur e Guinevere (sua esposa). Dizem que se se subir até ao topo pelas 5-6 da manhã nesta altura do ano, se consegue ver a cidade inteira encoberta pelas famosas brumas de Avalon.
Claro que não o podemos comprovar porque depois da estica que foi o fim-de-semana anterior, a palavra de ordem neste era: DORMIR! A cidade em si seria normal, não fossem as lojas ou as próprias pessoas serem completamente alternativas. Desde lojas góticas, afrodisíacas, de pedras magicas, de chás e afins, de sementes de cannabis, lojas africanas e asiáticas, templos hindus, budistas ou taoistas (Yin and Yang), famílias inteiras vestidas de preto, hippies e outra malta com a mania do esoterismo, vimos de tudo! Foi sem dúvida a cidade mais…diferente que vi até hoje pelo Reino! Passámos depois na costa Jurássica por entre vilas e cidades à beira mar (Lyme Regis, Weymouth, Isle of Portland, Lulworth Cove) e penhascos do período Cretáceo, recortados pelo mar e acabámos o roteiro com uma ida a Poole e Browsea Island debaixo do maior temporal do ano.
Claro que não o podemos comprovar porque depois da estica que foi o fim-de-semana anterior, a palavra de ordem neste era: DORMIR! A cidade em si seria normal, não fossem as lojas ou as próprias pessoas serem completamente alternativas. Desde lojas góticas, afrodisíacas, de pedras magicas, de chás e afins, de sementes de cannabis, lojas africanas e asiáticas, templos hindus, budistas ou taoistas (Yin and Yang), famílias inteiras vestidas de preto, hippies e outra malta com a mania do esoterismo, vimos de tudo! Foi sem dúvida a cidade mais…diferente que vi até hoje pelo Reino! Passámos depois na costa Jurássica por entre vilas e cidades à beira mar (Lyme Regis, Weymouth, Isle of Portland, Lulworth Cove) e penhascos do período Cretáceo, recortados pelo mar e acabámos o roteiro com uma ida a Poole e Browsea Island debaixo do maior temporal do ano. Um beijo especial para a mineirinha mais “porreta” do Reino que viajou sozinha correndo mil perigos, para se juntar a mim nesta jornada ;)
Glastonbury Abbey, para onde foram levados os corpos de Artur e Guinevere (segundo a lenda)
Glastonbury Tor, a antiga e misteriosa ilha de Avalon
Outrora o lago de Avalon, hoje em dia a cidade de Glastonbury, ao fundo...
Apesar da imtempérie que se aproxima, RO está "feliz" :)