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Friday, October 19, 2007

Goodbye London

Cheira a despedida. À medida que tomo consciência que a contagem já entrou em modo decrescente para o regresso a casa, não consigo evitar por um lado alguma ansiedade mas por outro, uma certa nostalgia. No último fim-de-semana voltei a Londres, mas desta feita o sentimento era de partida e não de chegada. Enquanto percorria as ruas onde já passei tantos dias e noites, a minha cabeça enchia-se num turbilhão de recordações. Este conseguiria ser ainda assim um dos fins-de-semana mais calmos de sempre...

O dia de Sábado foi praticamente todo passado num seminário sobre MBAs onde recolhi mais 4kg de papel para carregar no regresso a casa. Domingo foi dedicado a compras, mas não para mim claro está, até porque as minhas finanças já viram melhores dias. Pelo meio ainda houve tempo para eu apanhar um dos maiores pifos de sempre numa típica discoteca londrina, afinal despedida que se preze tem que ser bem regada!

Na retina ficaram alguns episódios:

- Londres ou melhor, o Reino Unido foi invadido pelos Espanhóis! É verdade, talvez por ter andado mais tempo sozinho pude observar com maior cuidado as outras “gentes” e daí ter constatado este facto. A armada espanhola vai-se camuflando por entre este povo subtilmente e deixando o seu rasto linguístico bem vincado como expressam as novas palavras inglesas que fui assimilando: “essemáile” em vez de “smile”, “banila” em vez de “vanilla” ou “ión” em vez de “John”. O bom mesmo é que também espalham o seu charme por estas terras. Porra! Das duas uma, ou as moças espanholas estão cada vez mais giras, ou a minha visão está já muito deturpada pelas bifas esquálidas e anafadas!

- Profundamente irritante é a nova tendência de andar com os telemóveis na rua ou nos transportes públicos como que de telefonias ambulantes se tratassem. Seja em grupo ou sozinhos lá vem a malta do “boné” a curtir o som que sai das colunaszinhas do frágil aparelho, com o volume sempre no máximo como não poderia deixar de ser. Querem atenção? Não bastam os fios de ouro reluzentes ou o gel que corre pelo rebuço abaixo? Metam os phones c#$%*§o!!! Que cambada de energúmenos…

- Um episódio caricato aconteceu-me no WC da Victoria Station aonde me desloquei para fazer um xixizinho. Pus a moeda de 20c, como é normal por estas bandas e lá entrei. Quando vou a descer as escadas para a casa-de-banho propriamente dita cruzo-me com um gajo que fica parado a olhar para mim. Um pormenor importante, o indivíduo estava bem vestido com fato e gabardine, mas adiante! Continuei a descer e reparei por cima do ombro que o gajo, que ia a fazer o caminho inverso a mim, continuava parado e especado a olhar. Na altura pensei: “Este parvo confundiu-me com alguém”. Lá prossegui até aos mictórios (gosto tanto desta palavra) e quando relaxadamente fazia o servicinho noto que alguém se aproxima e toma o lugar exactamente ao lado do meu, ainda que tivesse outros 20 mictórios vagos ao lado! Enfim, lá continuei a olhar em frente minding my own business, eis senão quando, noto que o fulano desvia a cabeça na minha direcção. Nisto lanço-lhe um olhar hostil mas percebo que ele me contempla de uma forma entusiasta, colocando agora a sua vista no meu…instrumento, errr….what the fuck?? Alvoroçado, lá me "arrumei" e corri dali para fora sem olhar para trás. F*D#$$£! Acontece-me de tudo neste país…

- Por último, ainda passei pelo Harrods e devo dizer que fiquei deleitado com a inesperada surpresa que foi ver o nome e imagem de Portugal espalhados por um dos armazéns mais famosos do mundo. Pela primeira vez vi uma campanha de marketing sobre Portugal no exterior que me deixou orgulhoso. Enquanto passeava pelos imponentes corredores do Harrods pude ver inúmeras referências ao “Portuguese Studio”, isto para não falar dos mupies em destaque em cada entrada. Curioso, subi até ao terceiro andar e não fiquei desiludido, muito pelo contrário. Os responsáveis por esta acção conseguiram pegar em coisas que porventura eu consideraria pirosas em Portugal como os bordados da madeira ou a porcelana e transformá-la em algo belo. Afinal não é para isso que serve o Marketing? A área reservada à promoção do nosso país está super bem decorada e não deixará ninguém indiferente. Vieram-me as lágrimas aos olhos ao ouvir alguns comentários de pessoas que circulavam naquela zona e afirmavam num inglês muito british “Oh, Portugal is one of the most beautiful countries in Europe…i want to go there again!”. É evidente que não há almoços grátis e como não poderia deixar de ser, conforme pude constatar depois de investigar na net, esta campanha que tem a duração de um mês custou-nos qualquer coisa como 500mil euros. Seja como for, ainda que avultado e geograficamente restrito aquela superfície comercial, este será com certeza um investimento com grande retorno a curto prazo. Os meus parabéns aos responsáveis pela iniciativa:
http://www.harrods.com/Cultures/en-GB/News/260907Portugal.htm

Adeus Londres, até breve…

Tuesday, July 31, 2007

Londres...pela enésima vez ;)

Para compensar o post anterior em que claramente me entusiasmei, procuro em poucas linhas relatar o último fim-de-semana em Londres, com os meus pais. Apesar de não viver em Londres, já perdi a conta às vezes que aqui vim, pelo que já não é grande novidade para mim. Acabámos por fazer alguns percursos menos comuns como por exemplo a ida até à mítica Abbey Road, local dos estúdios onde os Beatles gravaram o seu último álbum e onde de resto tiraram a foto que faz de capa do mesmo álbum.


E fizémos ainda as delícias da minha mãe ao visitarmos o Buckingham Palace, por dentro, numa das raras vezes em que abriu ao público. Foi o culminar de uma semana intensa com muitas caminhadas e poucas horas de sono. Domingo foi dia de regressar a casa. Obrigado Pai e Mãe, mais uma vez, pela vossa visita ;)

Aqui fica a foto de família com rio tamisa, millennium bridge e catedral de St. Pauls como fundo...

Thursday, July 5, 2007

Buddies Reunited

As visitas, sobretudo a esta distância, são para mim sinal inequívoco de amizade e afecto. Ter os meus 3 “buddies” em simultâneo por terras de sua majestade e logo durante 10 dias é lisonjeador e ao mesmo tempo um forrobodó do caraças!

A primeira etapa desta “reunião” aconteceu em Londres na sexta-feira. O ponto de encontro escolhido foi a Youth Hostel de St. Pauls (ao lado da Catedral) onde iríamos pernoitar. Para mim começou mal, porque estive hora e meia à procura de lugar para o carro que purisimplesmente não existe por aquelas bandas. Não é que estivessem ocupados, NÃO EXISTEM MESMO. Acabei por estacionar mal o carro à porta da pousada com um bilhetinho para o caso de estar a estorvar lolol, mesmo à Tuga. Cada um chegou por vias diferentes mas o grupo dos 4 maravilha acabou por ficar completo por volta da meia-noite. A essa hora a noite aqui já vai longa por isso decidimos sem mais demoras ir até ao FABRIC que era, das discotecas que já tínhamos ouvido falar, a mais perto. Bem, a primeira grande peripécia dessa noite começou logo aí com esse percurso. Com ameaças de bomba um pouco por todo o lado e mudança de estratégia por parte dos radicais para os alvos de animação nocturna, a policia não tardou em bloquear algumas ruas, levando a que tivéssemos que fazer uma gincana para chegar até ao destino pretendido: FABRIC. Atentem que raramente refiro o nome de uma discoteca, mas isso por si só não abona nada a favor desta. Se não disse nada em relação às outras é porque considerei que foram normais ou até excepcionais mas para mencionar alguma é porque alguma coisa correu incrivelmente mal. O primeiro indício de esta noite não ia correr bem, foi a fila que dava a volta ao quarteirão e a tenra idade dos bifes que mais pareciam fazer parte dos candidatos a uma qualquer equipa de sub-14. Resolvermos então fazer tempo noutro bar antes de voltarmos à carga. Estranhamente, passado 1 hora a fila não tinha andado um único metro. Determinados, fomos até à porta perguntar qual o tempo normal de espera ao que nos disseram 3 horas. Foi então que eu na minha inocência e com o meu sorriso mais sincero e cortês ripostei: "3 horas? Está a brincar connosco né, vá diga lá :)”. Eis que furiosamente a mulher, que parecia mais um personagem saída do filme dos Piratas das Caraíbas, responde: “SIM, 3 HORAS! NÃO GOSTAS? PÕE-TE A ANDAR!!!” Calma, não é preciso ser rude. O que eu queria mesmo era entrar, pelo que respirei fundo e perguntei se não havia nenhuma porta VIP onde se pudesse pagar mais mas não esperar na fila. Nesse momento fez-se click e os olhos da senhora cintilaram com cifrões. A solução foi imediata: “Cada um de vocês passa para cá 10 libras (40 no total) e não se fala mais nisso, ah mas têm que ser discretos para o meu chefe não ver”. Ok, menos mau, pensámos. Então, que nem uns contrabandistas, passámos-lhe para a mão de forma dissimulada o dito “suborno” apenas para assistirmos na fila da frente a uma cena de pugilato entre seguranças e clientes. Isto não agoirava nada de bom. Com toda a confusão que se gerou, e mesmo depois de termos efectuado o pagamento por fora, ainda esperámos mais uma hora para entrar. Quando finalmente demos por nós dentro do FABRIC, isto depois de termos deixado mais 12 libras à porta (sem bebidas claro), constatámos que o ambiente era meio underground. À medida que nos íamos aproximando das várias pistas, percebemos que estávamos um pouco deslocados. Por azar ou não, também não interessa agora, os DJ’s daquela noite em particular estavam a passar um som completamente bizarro e agressivo. Eu até aprecio house e techno mas aquilo era outra coisa qualquer. Melhor do que descrever é dar-vos a oportunidade de ouvirem por vocês próprios, se é que conseguem ouvir alguma coisa no meio de tanto barulho.


FABRIC
Uploaded by davidtbm

Entretanto, o fumo que dava um ambiente de “rave” era tanto que não conseguíamos ver mais do que 1 metro à nossa frente. Mesmo assim, procuramos furar por entre os “chavs” (ver referência no POST de Mini-Dicionário Slang) londrinos, atravessar todas as pistas de dança à procura de algo com o qual no identificássemos, mas rapidamente concluímos que a menos que fossemos mandar umas “pastilhas” pela boca abaixo, nunca iríamos entrar verdadeiramente na “onda”. Assim, e depois de um tour pelas catacumbas do FABRIC voltámos à rua, onde tínhamos estado 45min antes. Regressámos ao Hostel, onde o auTBMobile jazia agora completamente só, para completar a ultima tarefa do dia (noite): estacionar o carro! Mais 30minutos de voltas aos quarteirões que rodeavam a St. Pauls e mais uma busca se revelou infrutífera. Finalmente decidi levar o carro até Victoria station (10km de distância) para dali apanhamos o metro novamente para St. Pauls…enfim, às 7 da manhã estava a aconchegar a cabeça na almofada de betão da pousada. Zzzz zzz zz

NOTA: Depois deste longo texto de descasca ao FABRIC e para não pensarem que a noite londrina não presta (muito pelo contrário), achei por bem referir os nomes dos spots mais “in”: PACHÁ LONDON, PANGEA, MOVIDA E SILVER. Pronto, foi feita justiça ;)

No dia seguinte fomos surpreendidos por um aparato enorme à saída da Hostel e à volta da Catedral de St. Pauls. Estruturas colossais, câmaras de filmar, mesas de edição de vídeo, inúmeros membros de staff e figurantes, carros parados, etc transformaram rapidamente aquela praça num cenário Hollywoodesco. A mega produção incluía por exemplo um holofote gigante num guindaste a 70 metros de altura como um “sol” artificial para iluminar a encenação, já que o dia estava muito cinzento (ah pois é, estamos em Londres). Segundo os meus buddies, os meus olhos brilhavam de contentamento e tal como uma criança que vai ao circo ou está pregada na TV a ver o Noddy, devorava cada ocorrência com uma enorme satisfação. As ruas estavam pejadas de turistas curiosos que esperavam minutos a fio, bem como os actores e figurantes, para ouvir a palavra: “ACTION”. A cena em causa envolvia cerca de 200 padres vestidos com batinas pretas à porta da Catedral, enquanto um Mercedes cinzento metalizado com os vidros estilhaçados e buracos de bala era perseguido por um táxi londrino e perfurava o mar de sotainas furiosamente.

Terão a oportunidade de ver esta cena editada no final do ano no grande écran aquando da estreia da sequela do National Treasure com o Nicolas Cage. Aqui um buggie com uma câmara de filmar faz de Mercedes e mostra a perseguição na perspectiva do carro.


National Treasure 2 Filming in St. Pauls (London)
Uploaded by davidtbm

A seguir fomos picar o ponto aos locais turísticos mais óbvios, eis quando senão, damos por nós rodeados de anjinhos cor-de-rosa, diabinhos tatuados, indivíduos com calças de cabedal apertadinhas e muito “amor” para dar e vender. À medida que nos aproximamos de Trafalgar Square e lemos uma faixa gigante, percebemos o que se passa: LONDON GAY PRIDE 2007. E que orgulho! Nem a chuva os demovia, e era vê-los aos pulos, abraços, beijos e sabe-se lá mais o quê. Uma coisa é certa, conseguiram colorir a cidade de rosa (uma homenagem aos novos equipamentos do SLB quiçá) e arrastaram multidões…


A passeata terminou à hora de jantar no Bella Italia onde trabalha o grande JN que nos proporcionou um belo repasto e desconto eheh. À noite, decidimos evitar surpresas desagradáveis e fomos até ao PANGEA: 5 estrelas como sempre ;)

Domingo foi um dia mais normal (leia-se, com menos peripécias). Continuámos a fazer o roteiro turístico desta feita à beira do Thames tranquilamente. A única situação que interrompeu a nossa tranquilidade foi mesmo uma colisão frontal entre um pombo desgovernado e eu e o VP. Pelo caminho demos ainda de caras com a tropa imperial (STAR WARS) que procurava rebeldes escondidos entre os turistas (ver foto em baixo). Em boa hora deixei o meu "light saber" em casa, caso contrário teria sido descoberto eheh....

No fecho do fim-de-semana em Londres fomos todos “voar” no London Eye à paleta graças à IC (OBRIGADO!) antes de nos pormos novamente a caminho de Southampton, onde eu ainda pude exibir os meu dotes de culinária na casa da minha nova amiga TUGA.

Entretanto o quarteto maravilha ainda está por cá até Domingo que vem por isso não faltarão mais histórias para contar até lá...

Thursday, June 14, 2007

The Love Boat….e “DIA DE PORTUGAL”

A festa num barco no Tamisa foi o mote para a minha ida a Londres neste fim-de-semana. O alojamento esse foi de alguma forma atípico já que fiquei numa casa com mais 8 pessoas, todas a elas do sexo masculino, alguns dos quais (os mais novos) com as hormonas bem à flor da pele. Ora, como devem imaginar, a logística por detrás disto para dormir, tomar banhos, etc não foi fácil. E nem quero pensar no estado de absoluta bagunça e imundice em que deixámos a casa no Domingo. Os meus pêsames para os anfitriões...

Bem, mas voltando ao que interessa mesmo: o barco. As festas neste barco em particular, habitado por portugueses, são já uma referência na comunidade lusa e contam com presenças assíduas e leais de há anos para cá. A deste Sábado começou ainda durante a tarde com um churrasco bem regado com bejecas e tintol variado. Até ao cair da noite, o serão passou-se normalmente com conversas aqui e acolá e uma confraternização amena entre conhecidos e desconhecidos, portugueses e estrangeiros. Com o pôr-do-sol, a introdução da trilha sonora e muito álcool naquelas cabeças, a epígrafe da festa mudou radicalmente. Não que tenha reparado, mas imagino agora que estaria lua cheia tal era a quantidade de estrogénio e testosterona no ar. Foi de tal forma que eu decidi apelidar o barco de “Love Boat”. Claro que houve quem, como eu, assistisse a esta súbita onda de paixão de fora e se tivesse divertido e de que maneira. The Love Boat la la la la la la la la... ;)

"Love, exciting and new; Come Aboard; We're expecting you; Love, life's sweetest reward; Let it flow, it floats back to you; Love Boat soon will be making another run; The Love Boat promises something for everyone; Set a course for adventure; Your mind on a new romance..."

(...)

Domingo foi DIA DE PORTUGAL e como não poderia deixar de ser, este foi celebrado efusivamente por milhares de emigrantes a quem nos juntámos num parque da cidade. A comida essa deu para matar saudades de casa. Sardinhas, frango, entrecosto e chouriço assado, cerveja sagres e o belo do pastel de nata ou bolo de arroz fizeram as delícias de todos. O cenário para nos fazer recordar deste nosso Portugal não poderia ser melhor: havia barraquinhas com comes e bebes, muitos brindes para dar e vender (sobretudo bonés que o Tuga fazia logo questão de exibir no seu sarrabulho), música (pimba como não poderia deixar de ser), muito tronco nu (ooops também não resisti) e rapariguinhas de anca larga, roliças exibindo a t-shirt de Portugal com o Cristiano Ronaldo como figura central. Assim até dá gosto…VIVA PORTUGAL E AS COMUNIDADES PORTUGUESAS ESPALHADAS POR ESSE MUNDO FORA! ;)

Deixo-vos com a foto reportagem do fim-de-semana...

Sexta-feira à noite perdidos num tenebroso bar Russo...A proa do barco. Uma das muitas zonas do barco num fase ainda preliminar...O balcão com uns enfeites bem portugueses, o empregado tuga com o sinal na face, a bela da sardinha assada e a SAGRES (life doesn't get any better than this)Dia de Portugal no Reino Unido. Reparem nos empregados tugas (com o boné encarnado do santander que foram buscar a outra barraquinha) e a bigodaça bem farfalhuda. Na placa pode ainda ler-se: feijoada, panados e moelas! Os preços infelizmente é que estavam pelo registo britânico...Vamos lá todos a enfiar um naco suculento de entrecosto na boca..."Veste a tshirt oh Bimbo!!" (...) "Tá calado pah...tá aqui um calor do catano!"

Wednesday, June 6, 2007

A melhor banda do mundo ao vivo na Wembley Arena

Desculpem a imparcialidade. Gostos não se discutem, mas este é o meu blog e este é o meu gosto. Cresci e amadureci ao som de várias bandas de referências mas hoje em dia não consigo encontrar uma banda tão completa em termos musicais como os Dave Matthews Band. Vê-los tocar ao vivo é um must para os apreciadores de música e um regalo para os ouvidos. Eu tive oportunidade de o fazer no dia 30 de Maio em Londres. Deixo-vos com o meu tributo à sua actuação…

Não recomendado a pessoas que não sejam fãs dos DMB ou apreciadores de música no geral.


http://www.dailymotion.com/video/x26p4q_dmb-wembey-arena-london-30th-may-20
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PS: o concerto teve ainda a participação especial do Tom Morello que conforme saberão os mais entendidos é o ex-guitarrista dos Rage Against The Machine e actualmente dos Audioslave.

Tuesday, May 22, 2007

O peso dos 27

É verdade, 27 primaveras já lá vão, e posso dizer que com elas, sinto que efectivamente passei a fronteira da mocidade, senão vejamos:

- já perdi a conta aos cabelos brancos

- já engordei mais nos últimos 12 meses do que nos últimos 12 anos

- já não consigo dormir 3-4 horas por noite e acordar com a pica toda

- já não tenho cartão jovem ou outros descontos sub-26

- sou tratado por "sir" pelos empregados de lojas \ restaurantes

- sou comodista ao ponto de ter comprado um carro assim que cheguei a UK

- já sou tio e padrinho!!

- sou dos poucos netos que ainda não casou ou teve filhos

- a minha mãe já não me liga todos os dias

- cozinho, lavo, engomo, limpo e arrumo tudo sozinho

- a maior parte das pessoas que vejo quando vou sair à noite têm menos 10 anos do que eu

- as minhas caixas de cereais favoritas fazem publicidade a um público alvo que não o meu

- a geração dourada do futebol português já pendurou as botas

- muitos dos novos craques do futebol já nasceram nos anos 90

- já não me lembro da última vez que joguei um jogo de PC

- sou convidado para casamentos de amigos que têm a minha idade

- falo àcerca de músicas e filmes dos anos 80 e as pessoas olham para mim como se fosse um dinossauro

- tiro uma foto a uma rua pitoresca onde naquele momento passam algumas raparigas de 13-14 anos de bicicleta que se viram para mim e dizem: "You f***ing pervert!"


Enfim, por tudo isto sinto o peso dos 27...


Agradeço a todos os que enviaram sms, e-mails ou me ligaram na sexta-feira fazendo-me sentir em casa, mas também aos que não disseram nada porque se esqueceram ou simplesmente se estão a borrifar para este tipo de coisas mas que são grandes amigos ;)

O fim-de-semana foi passado entre Londres (Pachá e Pangaea à noite, Camden Town de dia) e Cambridge, com uma visita muito especial que veio desde Madrid. Deixo-vos com algumas, boas recordações...

Wednesday, March 14, 2007

Weekend @ London

In two words: “CRAZY” and “EXPENSIVE”

Os mais preguiçosos poderão parar por aqui porque tudo o que digo a seguir não foge muito a estes temas.

É ainda importante salientar que a minha média de horas de sono por dia se tem cifrado entre as 4-5h, não por opção, mas por força do convívio com alguns housemates (e mais não digo para não ferir susceptibilidades) pelo que este fim-de-semana foi bastante sofrível nesse aspecto…enfim, nada que um redbull e uma dose cavalar de cafés não resolva. Siga para a estrada!

A cada dia que passa fico mais surpreendido com a minha performance nas estradas inglesas. Mais um tiro até a Londres no meu auTBMobile “purple” e mais uma precisão de chegada ao destino impressionante, sobretudo se tivermos em conta que nem sequer tenho mapa de Londres! Ainda assim, programei a viagem ao pormenor para deixar o carro mesmo na fronteira da “congestion charge” que é a zona de Londres em que se paga para se circular (durante a semana). Paga-se, e não é pouco! E o pior é que tem que se pagar previamente. Ou seja, eu tenho que saber que vou entrar naquela zona e comprar a licença para aquele dia. Depois disso limitam-se a confirmar com as câmaras se as matrículas dos carros que ali circulam correspondem às licenças adquiridas…escusado será dizer que se fosse apanhado sem licença por ter feito mal os cálculos por exemplo, teria pagar uma multa avultada! Mas a minha precisão foi tanta que parei a apenas a alguns metros do limite. Cheguei a apanhar um cagaço (desculpem a expressão mais corriqueira), quando de repente vi uma placa a dizer “Congestion Charge in ½ mile” e depois outra a dizer “…in 200 yards” e depois…só tive tempo de me enfiar na primeira rua paralela que vi e parar o carro! Como diria o Ramalheira: “Impecável”!!! Adiante…



















Os bêbados mais bebidos do beberete...hic..hic

O fim-de-semana em Londres veio na sequência de um convite do embaixador de Portugal para reunir todos os contactos da 10ªedição no Reino Unido e outros ilustres convidados para um convívio. E como qualquer convívio bem português não faltou nem o discurso do anfitrião nem o tintol. Não estarei a exagerar se disser que foram consumidas mais garrafas desse néctar dos deuses do que pessoas presentes, e tendo em conta que parte da amostra não bebeu (as meninas por exemplo), percebe-se facilmente que houve quem saísse da embaixada muito mal tratado. Mas o que interessava mesmo era curtir a noite e como a noite aqui acaba cedo, não havia tempo a perder. Fomos trincar umas sandes banalíssimas de presunto, servidas com as mãos (5€) e seguimos para a disco, que mais facilmente deixaria entrar 20 macacos a falar a língua de Camões: uma disco brasileira. Longe de ser uma das minhas opções em Portugal, acabou por surtir o efeito desejado…deu para reunir todo o pessoal, queimar o álcool que corria em força nas nossas veias e matar as saudades de uma boa sambada (para quem as tinhas!) – entrada 12€ sem bebidas e 10€ sensivelmente por cada bebida.

Já agora, deixem-me que faça um pequeno comentário aos DJ’s ingleses (exceptuando os dos clubes mais conceituados). Já tinha comprovado isso mesmo quando fui a um bar e Southampton e voltei a comprová-lo agora em Londres. Até a minha afilhada de 2 anos fazia melhor figura, mesmo de mãos atadas e olhos vendados alternado os discos do Noddy e da bebé Lilly, que aqueles energúmenos (sim, é assim que se escreve!). Até mete pena a forma como manejam a mesa de DJ. Imaginem estarem a ouvir uma tecnozada valente, eis senão quando de repente entra o Ricky Martin a rasgar e fora de timing com o “living la vida loca”…do melhor é o que eu vos digo.

Entretanto eu que já andava a dormir “imenso” acabei por ainda baixar mais a minha média de horas de sono nestes dois dias com as obras que estavam a ser feitas mesmo ao lado da casa onde pernoitei! No sábado, e ainda com a cabeça a tilintar, fomos passear. Paragem obrigatória em Camden Town que para quem não sabe é um mercado com roupas tipicamente “bairro alto” e outras ainda mais…ousadas. Ficaram na minha retina o chapéu à Boy George, os óculos do “Aviator” e o fato macaco laranja com a inscrição “Alcatraz Prisioner” nas costas…muito bom!! Seguimos depois o conselho do Hugo que nos queria mostrar uma loja completamente diferente de tudo o resto: a “Cyberdog”. Mal entrei grunhiram-me para desligar a câmara pois não era permitido filmar, o que é compreensível, visto estar a entrar numa nova dimensão. Digamos que a loja é toda ela punk-transe-tecnho…desculpem mas não sei o termo correcto. Imaginem a roupa mais diferente e ao mesmo tempo estranha que já viram e adicionem-lhe uma pitada de cenário “blade runner”. O ambiente na loja era escuro, apenas iluminado pelas luzes ultravioleta que faziam com que todos estes estranhos motivos ganhassem vida dentro das peças de roupa…o efeito era espectacular. A música essa, convidava a saltar para cima das colunas se as houvesse, e a tomar umas quantas pastilhas (essas tenho a certeza que as havia por ali). Ainda pensei em comprar (não as pastilhas) uma tshirt com um daqueles quadros electrónicos em leds com mensagens personalizadas a passar ou uma com o equalizador de som (ambas com baterias amovíveis), mas achei que não tinha andamento para aquilo.

De seguida, “voámos” para fora daquela dimensão e seguimos para o Borough Market, famoso por ser o local onde o chefe mais popular do momento (Oliver) faz as compras para as suas receitas extravagantes. A variedade de comida era tanta que dava vontade de passar ali uma semana inteira a provar cada banca. Passeámos ainda pela zona mais nova da cidade e seguimos para Greenwich onde pude acertar o meu relógio pelo meridiano e assistir à interacção da Filipa com os esquilos do parque que teimavam em não lhe comer o pão (são finos os raios dos bichos!!). Para acabar o dia em beleza, nada melhor do que reviver os meus tempos de criança na Hamleys (loja de brinquedos com 5 andares) onde pude comprovar que apenas cresci em altura...a criança em mim ainda subsiste ;)



















A parte nova de Londres e um momento sublime com a pasagem de 2 comboios, em sentidos opostos, no mesmo istante e equidistantes das das margens do rio...




















A vista para a cidade do Greenwhich Observatory



















Ultrapassagem pela direita e oooops passámos à frente de mais 30 pessoas para a bela da foto mesmo em cima da linha do meridiano

Entretanto, já era hora de jantar e de mais uma discotecazada. Com um grupo reduzido em relação à noite anterior, tentámos a nossa sorte num dos clubes mais “in” da noite Londrina: o “Silver”. Tudo ali era TOP. A música era TOP, a decoração era TOP, as gajas…errr…vá e os gajos também eram TOP e os preços eram TOP – 30€ para entrar (sem bebidas) e entre 12 a 14€ por bebida. É evidente que um gajo para ficar mais ou menos alegre tem que se abastecer em casa porque se quiser ir para a disco fazer esse serviço gasta uma nota preta. E assim foi…tudo emborcar a pomada em casa e a fazer figuras indescritíveis a caminho da “Silver”. Prometo não mostrar fotos ou filmes que possam embaraçar (que raio de palavra…estarei eu a inglesar os termos?) os presentes, mas garanto-vos que houve cenas de chorar a rir. A noite foi uma loucura ;)
















Se as imagens falassem...

No dia seguinte era altura de voltar a casa. Saí do centro de Londres (Waterloo Station) às 13h em direcção a Southamtpon. 1h45m foi quanto me levou até a junção com a auto-estrada que percorre Londres. Atentem bem: 1h45m para ir de carro do centro de Londres até à periferia de Londres sem transito praticamente! Nem quero imaginar o que será em hora ponta.

Nota final para o fim-de-semana: 9,5 em 10 ;))))