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Friday, March 9, 2007

Trivialidades ou percepções erradas?

Cartão de telemóvel pré-pago

Assim que cheguei a Southampton fui a uma loja e no meu melhor inglês arrisquei: “Hello, could i have a prepaid phone card, please?”. O senhor respondeu afirmativamente, perguntou-me qual a operadora e entregou-me um papel para a mão. Humm, eu queria mesmo era um cartão pensei…o que faço com um pedaço de papel? Lá percebi que o que ele me tinha dado para era um carregamento, ou seja um top-up. Aqui posso chegar a qualquer loja e pedir um carregamento para o meu telemóvel no valor X. Eles fazem o registo na máquina e entregam-nos um talão com um código que temos que marcar no telefone. Depois de marcado o código ficamos automaticamente com o crédito pedido. Prático, não haja dúvida…mas apenas para quem já tem telefone e cartão! Lá fiquei eu com um carregamento, mas sem cartão para o poder usar…pelo menos já sabia o que pedir quanto quisesse carregar um telefone: TOP-UP

O quê?

Se não percebo alguma coisa quanto estou em Portugal digo: “O quê?”. Para mim é imediato. A tradução quase que inconsciente para o inglês foi: “What?”. Acontece que “What?” é bastante grosseiro e indica que temos dificuldade em acreditar no que nos estão a dizer. Isso já eu sabia, mas é automático, não consigo evitar, sai-me sempre a porra do “What”. Denoto algum desconforto nas pessoas com quem estou a falar quando isso acontece mas enfim…usar o “I’m sorry?” ou “Pardon me?” é passar de grosseiro a menino de coro…para não dizer pior.

Jornal “Sports”

Na primeira semana, quanto ainda vinha de boleia com um colega, costumava sempre passar os olhos pela banca de revistas do dia. A dada altura fiquei intrigado porque havia um jornal chamado “Sports” que trazia sempre na capa uma menina…err...desprovida de parte da indumentária. Pensei que fazia parte da estratégia de um jornal desportivo para vender mais, assim como as revistas de automóveis o fazem. No entanto quando comentei esse assunto um colega ele disse-me que se tratava de uma revista porno! Naturalmente que lhe perguntei o porquê do nome “Sport” ao que ele respondeu: “Porque se se chamasse “Porno” não venderia”…Hummm, está bem…se tu o dizes.

Correio em Southampton

Antes de criticarem os nossos queridos CTT atentem ao que vos digo de seguida. Comprei um carregador \ transmissor fm do Ipod para o carro pelo ebay (que a propósito foi a segunda melhor coisa que inventaram no mundo logo a seguir ao nosso azeite galo ;)) e como é usual, dei a morada de casa para que o item me fosse enviado. Pois bem, os correios vieram, tocaram à campainha…ninguém atendeu. Lembram-se do que tinha falado acerca dos ingleses? Sentido prático. Então não é que o carteiro achou por bem deixar a encomenda à porta de casa na rua (sim relembro que moro numa vivenda)? Pensei que o carteiro estava maluco, mas mais uma vez recorri aos meus colegas para tentar perceber o sistema inglês e logo me responderam que já lhes tinha acontecido o mesmo com uma impressora…lol…quem é que deixa uma impressora na rua? Está tudo doido? Bem, pelo menos aprendi a lição…a partir daí passei a dar a morada do emprego.

Paragens de autocarro

Quando vi uma paragem de autocarro pela primeira vez foi um fartote de rir porque pensei que se tinham enganado e colocado a paragem ao contrário, habituado que estava eu ao nosso querido Portugal. Eis quando senão reparo que todas elas estão ao contrário! Estranho mas ok. Ao segundo dia e com as ruas inundadas devido à tremenda chuvada que se tinha abatido sobre a cidade percebi porquê! Estava eu fora da paragem tranquilamente à espera do autocarro, quando um camião daqueles bem largos passa pela zona da paragem e levanta uma onda gigante que se encaminha para a paragem! Só tive tempo de mandar um salto e enfiar-me dentro da paragem juntamente com as outras tristes almas que ali se protegiam da água cuspida pelo camião. Duh! A paragem está construída para evitar que as pessoas levem banhos de água cada vez que passa um carro. Sempre a aprender…


Fag

Alguém sabe o que quer dizer “fag” em inglês? Bem, eu pensava que sabia até há pouco tempo(Fag=Gay). Num destes dias entrei num pub e fui abordado por inglês. Para além de ter uma pronúncia qualquer cerrada, estava bêbado que nem um cacho e por isso mesmo não percebi nada do que ele disse…excepto uma palavra. Então foi do género, virou-se para mim e despejou: “Bla bla bla, bla bla FAG bla bla bla??” Claro que eu pus a minha expressão nº49 com as sobrancelhas bem arqueadas e queixo cerrado e preparei-me para pior. O homem ainda fez um gesto como que a levar algo à boca, o que não melhorou a situação, pelo contrário, podem imaginar o que eu pensei que ele estivesse a imitar. Respirei fundo…virei as costas e arrepiei caminho sem olhar para trás….estava furioso, não desculpem estava mesmo f**ido! Então o c**rão diz-me aquilo assim do nada? Passei-me….Noutro dia vim a saber que “Fag” no UK quer dizer cigarro.

Saturday, March 3, 2007

Southampton\UK visto à Lupa

Prometi uma abordagem mais pormenorizada sobre a cidade e os hábitos dos ingleses. Pois bem, neste post procuro fazer isso mesmo, dando obviamente mais ênfase às situações que mais estranhei, ou se quiserem, e utilizando um termo familiar para quem frequentou o CGI, as situações que originaram um choque cultural.

- Tempo
Céu cinzento, cinzentão, sempre, e ora chove ora chove! Não há grandes variações, pelo menos para já. Talvez seja por isso que toda a gente seca a roupa dentro de casa e\ou nos radiadores. Nos supermercados podemos encontrar soluções várias, desde o típico mini-estendal móvel bem como aplicações que se prendem ao radiador para secar roupa…eu já comprei o meu e tu? :D Ficamos à espera do Verão para ver se tenho que rectificar este post…

- Os habitantes
Para meu espanto e prova em contrário posso afirmar que a maioria dos ingleses que encontrei na rua ou nas lojas são muito simpáticos e atenciosos, ok tirando uma gorda parva que trabalho Woolworth! No geral respondem sempre com um sorriso na cara e pacientemente a todas às minhas perguntas e acreditem que algumas devem ter sido bem parvas. Situações houve em que ao verem-me simplesmente a olhar para o mapa com ar de perdido, vieram ter comigo a perguntar se precisava de ajuda, e não foram uma, nem duas mas três vezes logo no primeiro dia. Cheguei a fazer parar carros cujos condutores se disponibilizaram para me explicar o caminho com uma paciência tremenda. Imagino se fosse em Portugal: “Oh Manel! Prego a fundo e passa por cima!”. Nas lojas, mesmo com outros clientes à espera, nunca vi os “cashiers” fazerem má cara. Em Portugal as senhoras das caixas registadoras parecem-me que estão sempre com o período e que toda a gente lhes paga e ninguém lhes deve! Mas também nem tudo são rosas…há outros ingleses, sobretudo os sub-20, que tem um ar de azeiteiros do pior. Ou seja, primeiro parece que não lavam o cabelo à 1 semana e depois andam na rua com o fato-treino. O típico mitra tuga aqui não metia medo a ninguém, porque todos os putos ingleses andam assim na rua. Ah e não falta o boné e o “téni” branco. De resto, Southampton é também uma cidade muito cosmopolita. Vê-se um pouco de tudo na rua, mas sem sobram de dúvida que tenho visto muitos orientais, vulgo termo “Chinocas”, sem qualquer sentido perjurativo. Se é verdade pelas estatísticas que um em cada dez são polacos, então nove em cada dez são chinocas!! Pelo menos nos meios onde ando, vejo-os “aos molhos”…como não querem a coisa vão-se infiltrando no mundo ocidental ao milhares e quando dermos por ela, tomam de isto tudo de assalto! Lol…

- Alimentação
Os ingleses comem mal. Não é uma critica, é um constatação…no outro dia li no jornal inglês que as “As inglesas são as pessoas mais gordas da Europa” (já agora para os mais curiosos as italianas são as mais formosas :p). Não há grandes mistérios neste facto. A alimentação britânica começa com um típico pequeno almoço britânico (bacon and eggs) e acaba sempre com algum prato pré-cozinhado comprado no supermercado com gordura a potes! De resto tudo o que eles metem ao bucho é aqui é frito! Não conhecem o termo cozido ou grelhado. Nos primeiros dias em que estive na casa provisória fui sempre comer fora porque obviamente não tinha alimentos ainda em casa. Cheguei a ir a um Fish N’ Chips (prato típico aqui como julgo que devem saber) versão fast food, recomendado pelos housemates da altura. Os donos do restaurante eram….chineses claro está! Não poderia ser de outra forma, quem mais poderia confeccionar um prato tipicamente inglês? Pedi para levar para casa (aqui é quase tudo take away, por isso mesmo que quisesse comer ali não podia) e rezei para que aquilo que estava por baixo da camada godurosa de 2cm de gordura, fosse efectivamente peixe. Quando tirei o “dito” para fora da embalagem ainda pingava óleo e as batatas fritas, essas deviam ter vindo directamente do quintal, de tão fraca a qualidade. Enfim, pensei que nunca mais ia comer Fish N’ Chips até na semana seguinte o meu colega Peter me ter levado a um Pub à séria para almoçar: arrisquei pedir um fish n’ chips e desta vez sai-me bem! Estava 5 estrelas…mas gorduroso claro!

Algo que me fez bastante confusão logo no inicio foi o facto de os ingleses no geral não almoçarem. Acaba por ser positivo em termos de produtividade mas acho que com o tempo deve levar um gajo à loucura. O que é feito daquele convívio tão tipicamente português no restaurante com mais 5 ou 6 colegas a conversar sobre a derrota do Benfica na noite anterior ou no caso de serem meninas, de como a Rita parece tão mais gorda ou a Josefina andar a dormir com o patrão? O que é feito do café tipicamente tomado noutro sitio diferente do almoço? (por falar nisso o café aqui é péssimo…parece água de lavar pratos) O que é feito da voltinha a seguir ao almoço pelas lojas do chiado para fazer a digestão? Pois é…aqui temos mesmo que trabalhar!! Tipicamente come-se uma sandes, enquanto se prepara a reunião da tarde ou traz-se uma sopita de casa ou uma tarte, mas não se perdem mais do que 10m garantidamente. Ganha o patrão no final do mês!

De resto a comida que encontro no supermercado é muuuuuuuuuuito diferente da nossa. Exemplos concretos: a margarina é branca como a neve, não há pescada nem outros peixes tipicamente portugueses, o peixe mais consumido é o “Cod” (Bacalhau) mas fresco e não salgado como o nosso; os ovos são miniaturas, o azeite então é para esquecer! E permitam que disserta um pouco sobre este óleo tão apreciado em Portugal e que tantas saudades me traz. Aqui o a azeite é pálido, cheira-me que deve ser diluído ou outra coisa qualquer. De qualquer forma o que vos quero contar é uma situação que me deixou completamente à nora durante os primeiros 3-4 que cozinhei. Efectivamente. confeccionei alguns pratos com muito carinho e amor, mas no final…todos sabiam ao mesmo: TERRA. A salada sabia a terra, as couves sabiam a terra, as batatas sabiam a terra…porra até o arroz sabia a terra! Estava a desesperar…eis quando senão tive a brilhante ideia (ao quarto dia apenas!) de deitar os beiços à garrafa de azeite e provar: TERRA!...sabe a terra pois…claro que não era terra, mas sim uma porcaria qualquer de uma erva aromática. Para todos os efeitos, para mim sabia a terra. Azeite no lixo…e venha o próximo, italiano, melhor mas não é igual ao nosso azeitinho galo a cantar desde mil e oitocentos e troca o passo…

Finalmente e para encerrar este capitulo da alimentação que já vai longo…uma nota para a validade. Tudo aqui tem validade de 2-3 dias. Até irrita! Obriga a estarmos sempre a ir ao supermercado (deve ser esse o truque) ou então a ter que congelar as coisas. Os supermercados têm inclusive uma secção em que apenas vende comida que está em vias de expirar o prazo de validade por metade ou um terço do preço. Com alguma sorte encontram-se algumas pérolas como camarão ou morangos a metade do preço!

- Cidadania
Duas notas rápidas apenas porque este post já vai longo….
Felizmente aqui as pessoas de idade ou os deficientes motores têm condições para poder frequentar os mesmo locais que todos os outros. Em cada rua, em cada centro comercial ou em cada em empresa, vêm-se casas de banhos, rampas de acesso, etc. especialmente concebidas para os debilitados fisicamente. Impressionou-me ver no centro comercial (West Quay) uma rampa que para vencer a inclinação ocupava uma área impressionante. Estou mesmo a imaginar se fosse Portugal: “Oh shõr engenheiro, não devíamos pôr ali uma rampa para os deficientes motores” ao que o outro responde “Meu caro amigo, nesse espaço conseguimos pelo menos pôr 10 lojas, 5 ATMs e com um bocadinho de sorte um ecran gigante para a malta poder ver os jogos do benfas no domingo à tarde!”…Bem visto shôr engenheiro…
Por falar em pessoas de idade, aqui acabam por se tornar pessoas mais activas e independentes. Por vezes vou na rua e sou ultrapassado por estes “senior citizens” a grandes velocidades ora pela direita ora pela esquerda, neste carrinhos eléctricos engraçadíssimos. Enfim, por vezes o trânsito é mais intenso nas passadeiras, com os peões, bicicletas e carrinhos eléctricos no que na estrada propriamente dita. No outro dia consegui fotografar uma destas giringonças…














Desculpem o post longo….entusiasmei-me ;)

Sunday, February 25, 2007

O primeiro dia de trabalho...e os transportes!

Não posso dizer que tenha entrado com o pé direito. O que vou relatar a seguir nada tem a ver com o trabalho propriamente dito mas sim com a aventura que foi lá chegar.

Na véspera tentei planear a minha rota ao pormenor, tendo passado horas entre a Internet, posto de turismo e telefone a falar com a Helpline dos transportes. Posso-vos dizer que os transportes públicos em Southampton são mentira. Nesta cidade só há 4 formas de as pessoas se deslocarem: de carro, de bicicleta, de carro e de bicicleta. Sim foi propositada a repetição. É inacreditável mas existem 3 operadores de autocarros diferentes e todos fazem basicamente o mesmo percurso à volta do centro da cidade. Os preços, esses são um atentado às nossas queridas bolsas do ICEP. Um bilhete de ida apenas chega a custar £1,75 (ou seja 2,5€ ou se quiserem 500$...como é que é possível? Chamem a polícia porque é ladrão!). E pasmem-se porque para chegarem a certo sítios têm que apanhar 2-3 autocarros. Ah e não se esqueçam de contar com o regresso. Para quem acabou de chegar, andar a pé parece-me portanto uma solução inteligente…mas como? Também não há passeios em muitas das estradas e quando os há, são para bicicletas!! Enfim, estava eu a dizer que passei um mau bocado para chegar ao trabalho no primeiro dia. A Critical não fica propriamente perto de onde eu moro e muito menos do centro da cidade. Fica situada no “Science Park” em Chilworh. Mesmo que quisesse ir de transportes públicos até lá…não podia, porque não existem. Ou seja, estamos a falar de um centro que alberga 55 empresas e foi um investimento considerável por parte da cidade e não tem qualquer tipo de ligação via transportes públicos. Explicaram-me posteriormente que os operadores de autocarro são todos privados e que por isso quando uma rota não é rentável: eliminam-na. Parece-me lógico…adiante! No primeiro dia estava a contar com tudo…menos com NEVE. Sim porque como vim a comprovar depois, nunca neva em Southampton. No dia anterior o meu chefe, talvez antevendo o pior, disse-me para eu não preocupar que poderia chegar entre as 10h e as 11h. Ok! Despertador marcado para as 7h30. Saída de casa às 8h15. Mochila às costas, portátil, mapa, cachecol e gorro! Aqui e acolá bocadinhos de neve no chão, mas nada de outro mundo. Apanho o autocarro às 8h40 que pelos meus cálculos me deixavam mais perto do Science Park. Saio do autocarro na Basset Avenue por volta das 9h. Olho para o mapa…humm, isto ainda vai levar um bocadinho até subir esta avenida toda! Olho para o chão…m***a…devia ter trazido outro calçado! Aqui sim a neve começava a aparecer em grandes quantidades (tinha nevado mais numas zonas no que noutras). Bem, enchi-me de coragem e lá fui eu, a “fumegar” pela boca em direcção à rotunda de Chilworth que pelo mapa parecia ficar a 10min no máximo! Claro que tentei a todo o custo evitar que os meus sapatinhos “vela” ficassem molhados mas à medida que me aproximava da rotunda essa tarefa parecia impossível. Cheguei à rotunda às 9:50h (ainda estava longe para burro do meu destino final)! Olhei em frente e o cenário tinha piorado consideravelmente. A neve estava agora em todo o lado! Era impossível escapar-lhe! Mais…não havia passeios depois da rotunda o que significava que tinha que ir pela terra com uma camada de 20cm de neve em cima, ou pela estrada! Antes com os pezinho molhados do que atropelado pensei eu…siga! Passados 30min nova pausa. Terei andado demasiado e passado o desvio?? Confirmo pelo mapa os meios piores receios. Ainda falta metade do caminho que tinha feito desde a rotunda. Situação: sapatos afogados e mãos congeladas! Reinicio mas uma caminhada, a última e penosa caminhada! 10h55: Terra à vista! Hum…tinha demorado 2h40m para chegar ao emprego. Podia ter sido pior! Pelo menos cheguei no intervalo sugerido pelo chefe.

(Foto: Eu com cara de parvo e com os pés enfiados na neve...)

Chegado à empresa e depois feitas as apresentações, tive que fazer algo a respeito dos sapatos. Não pensei em nada mais inteligente do que ir para a casa de banho, descalçar-me e passar os sapatos e peúgas (peço desculpa aos mais sensíveis) pelo secador de mãos. Os ingleses olhavam para mim e riam-se…o que podiam fazer mais? Lá voltei à sala onde vou passar a maior parte do tempo nesta cidade. Os meus colegas são: um cavalheiro inglês co-owner da empresa, 55-60 anos; um português, 30-35 anos; e um inglês, 35-40 anos. Sim são 3…comigo 4, mas por um lado é bom, é sinal de maior responsabilidade nas tarefas. Por outro, não dá para ir socializar extra trabalho porque são todos pais de familia e não moram em Southampton. É pena porque são todos muito porreiros...Depois do habitual primeiro dia de trabalho mais “light” despeço-me e vou para casa. Transporte escolhido: Táxi. Tempo demorado: 15m. Tarifa: 7,5€ (compensou cada cêntimo).

......

Acho que dá para perceber que as próximas fotos foram tiradas noutro dia...mas pareceu-me apropriado colocá-las neste post.
















O edifício no "Science Park" onde a Critical está situada.
















O interior dos headquartes da Critical no Reino Unido...e eu bem mais alegre do que na foto anterior :)

Passeio e reportagem fotográfica…

Antes de começar a trabalhar tive 2 dias de folga que aproveitei para tratar de comprar as coisas básicas para a casa e para dar um passeio pela cidade. Devo dizer que apesar da cidade não ser propriamente pequena (tem 50.000 Km2 vs 85.000 Km2 de Lisboa) é facilmente visitada em meio dia. Fiz o percurso todo a pé passando por zonas onde não era sequer suposto ter passado, como áreas reservadas e zonas sem acesso para peões, mas uma vez que estava ávido em conhecer todos os cantinhos da cidade que me irá acolher nos próximos 9 meses, não me atemorizei e segui caminho. Existem basicamente dois pontos de referência na cidade: o civic centre (equivalente à nossa loja do cidadão e governo civil) e o Bargate que é o único monumento \ marco histórico digno desse nome. Um parêntese: O Bargate era o portão de entrada de Southampton no séc XIII construído em simultâneo com a muralha que protegeu a cidade da invasão francesa. Também há coisas que não se compreendem como por exemplo o facto desta cidade, que apesar de (e repito) não ser pequena, acolher um mamarracho de um centro comercial digno de uma metrópole com milhões de habitantes. Este imponente edifício(s) fica situado mesmo ao lado do Bargate e zona centro da cidade. Imaginem terem o Colombo na baixa ou na praça do comércio! A zona ribeirinha parece-me a mim que foi subaproveitada e que à semelhança do que se passava com Lisboa há uns anos atrás foi sempre uma zona industrial, marginalizada e suja. A excepção é agora a marina do Ocean Village, que é também neste momento o bairro mais “in” aqui do sítio. Uma espécie de Marina de Vilamoura (ainda que a anos luz…ok mais parecida com a Marina de Lagos ;)). Deixo-vos algumas fotos…
















O Civic centre














A principal rua de comércio tradional em Southampton (a nossa Baixa) com o Bargate ao fundo














O Bargate...símbolo da Cidade.














Parte do Shopping WestQuay que liga o edificio do Estacionamento ao edificio principal














Vista para o mar da zona ribeirinha...


















Sei que é um pouco narcisista tirar fotos a nós próprios mas...aqui estou eu contemplando o mar ;)














Uma das entradas para o "Common", o maior parque da cidade.














Mais um parque...














...e ainda outro parque. Estão por todo o lado, daí Southampton ser considerada a cidade mais verde no Reino Unido.














Ocean Village...uma mini versão da Marina de Vilamoura

Friday, February 23, 2007

Os “lugares comuns” de Southampton

Sim, Southampton é uma cidade tipicamente inglesa. É uma cidade cinzenta e fria, organizada e limpa, com os bairros e casas que parecem tirados a papel químico, está cheia de ingleses (incrível!) e como não poderia deixar de ser tem 349 restaurantes fastfood em cada rua (não os contei mas devem andar lá perto :p).

Esta é apenas uma abordagem ligeira sobre a cidade (e do que ela tem de mais óbvio portanto), sendo que farei uma mais aprofundada num outro post.

- Principal porto do Reino Unido e famoso naturalmente ter sido daqui que partiu o desafortunado Titanic (ver nota de rodapé)
- Cidade mais verde em Inglaterra com dezenas de pequenos parques e um parque principal (o “Common”) que atravessa a cidade de um lado ao outro com 1.318.996 m2 (sim leram bem!)
- 222.000 habitantes, errr…correcção 222.001 comigo ;)
- Um habitante de Southampton é um “Sotonian”
- 1 em cada 10 habitantes é Polaco
- É também a casa de Southampton Football Clube, clube de futebol com alguma história na liga inglesa. Os adeptos do Southampton são os “Saints”
- Existem dois grandes pólos universitários: University of Southampton e Southampton Solent University. Juntos têm perto de 40 mil alunos que vêm dos 4 cantos do mundo.
- Tem desde o ano 2000 o maior centro comercial da Europa (West Quay) com 74.000m2 de espaço comercial e um edifício de 8 andares só para estacionamento de carros com 4.000 lugares. É gigantesco! No entanto, como não poderia deixar de ser, o Tuga não quis ficar atrás e prepara-se para destronar este centro no ranking dos maiores da Europa com o DolceVita Tejo…e viva Portugal ;)
........

O resto….o resto fica para depois ;)

NOTA: O navio transatlântico Titanic da British White Star Line, foi na altura o maior objecto móvel já construído pelo homem. Media cerca de 269 metros (ou seja, quase quatro campos de futebol) por 30 metros de largura e uma altura aproximada de um prédio de 15 andares. Saiu do Porto de Southampton, em Inglaterra, no dia 10 de Abril de 1912 com destino a Nova Iorque, transportando aproximadamente 2.223 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Às 23h40 do dia 14, colide com um iceberg e afunda duas horas e meia depois. Foi o desastre marítimo mais famoso do Século XX e é até hoje.

In Wikipedia

Tuesday, February 13, 2007

WELCOME TO THE UK

God save who??? Yes i'm in the UK...
















É verdade, já me encontro por terras de Sua Majestade, no destino que me calhou em sorte: Southampton. Devo dizer que esta aventura não começou da melhor maneira. Isto porque ainda no aeroporto de Lisboa resolveram pregar-me uma partida com as malas. Pois, já sabia que ia ter que pagar pelo excesso de bagagem. O que não sabia é que ia ser autenticamente roubado por aqueles c£$%#§...até tenho vergonha de dizer o valor. E como se isso não bastasse ainda me disseram: "Tem a pagar tanto (XXX€) mas como a Tap não tem acordo com a outra companhia (o meu voo fazia escala em Amesterdão) você vai ter que levantar as malas outras vez no aerporto de Amesterdão"...what the f#$k?? Quer dizer, pago um balúrdio para levar as malas até Amesterdão e a partir daí o problema não é com eles! Estava prestes a explodir, mas como já estava atrasado (aquelas...err funcionárias ainda se enganaram mais 2-3 vezes em coisas incríveis), decidi seguir caminho para não perder o voo. Claro que tive direito a escolta personalizada pela coordenadora desde o check in até ao avião, e ainda pude ouvir o meu nome ecoar várias vezes no aeroporto da portela, lol isto só visto. Lá entrei no avião da TAP (vazio, o que me irritou ainda mais porque podiam perfeitamente não ter cobrado o excesso de peso) e segui viagem...atrasado e sentindo-me fulminado pelos olhares alheios. Fechei os olhos e só os abri em shippol (Amesterdão). Evidentemente que aqui, resolveram o meu problema num ápice e fizeram seguir as malas para o destino. Ainda assim, como tinha atrasado o voo de Lisboa, cheguei em cima do acontecimento e voltei a ouvir o meu nome ecoar nos altifalantes de um aeroporto, desta feita com sotaque holandês. Quando cheguei ao avião ia tendo um ataque do riso. A companhia que fazia a 2ª viagem era a ScotAirways e o a dito aparelho devia qualificar-se antes como avioneta. Mais uma vez o voo ia vazio (7 pessoas) e mesmo assim tivemos que levar com a treta das demonstrações do colete salva vidas bla bla bla...tenho sérias dúvidas que se aquele aviãozinho caísse, houvesse grandes hipóteses de pôr em práticas as normas de segurança...enfim. Uma hora depois: SOUTHAMPTON À VISTA ;)
















Não estava a exagerar...era mesmo pequenino...
















Vista área da cidade: as casas são todas iguais...mesmo arquitecto?